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5 blogs para empreendedores que você já deveria ter visto

Não é fácil empreender no Brasil, isso é fato! Impostos, burocracia e falta de informação são três dos principais problemas enfrentados por quem está no início de sua vida empreendedora.

Foi pensando em resolver um desses problemas que criar o posto de hoje. Partindo do principio de que você lê este querido blog semanalmente, vamos te apresentar 5 outros blogs que você deve favoritar e acompanhar

Blogs sobre empreendedorismo que todo empreendedor deve ler

1. Endeavor Brasil

O Portal Endeavor é uma das fontes mais completas sobre empreendedorismo do Brasil. O material dos caras é algo incrível. Vídeos, e-books, webnários até soluções para dúvidas mais pontuais, por exemplo, você pode conferir artigos e vídeos sobre Sócios, Liderança, Cultura Organizacional, Contratação e Desenvolvimento. A gente aqui na Vindi costuma consultar sempre o material deles

2. Sebrae

Não vai achando que o Sebrae só oferece cursos de capacitação não. O Órgão é o maior articulador de micro e pequenas empresas do Brasil.No site deles você vai encontrar artigos, notícias, vídeos, áudios e soluções sobre os mais diversos assuntos para empreendedores individuais e à frente de pequenos negócios. Recomendo que fique sempre de olho no que eles publicam, principalmente se você está bem no começo e ainda tem dúvidas sobre qual o seu tipo de negócio, como faz para abrir sua MEI, etc

3. Agendor

Confesso que conheci primeiramente o Agendor como ferramenta de CRM, mas eles são muito mais que isso. Quando o assunto é marketing, vendas eles mandam muito bem também. O blog da Agendor fala bastante da arte de vender, desde como fazer uma ligação para um contato novo, até como reter a confiança do seu cliente no atendimento. Confere lá que vale a pena.

4. Conta Azul

Bom, se você já fez qualquer pesquisa sobre precificação relatórios já deve conhecer esses caras. O blog da Conta Azul é bem diversificado e fala sobre empreendedorismo, finanças e gestão de empresas para ajudar seu negócio. Ah, sem contar que tem muita ferramenta e planilhas legais para ajudar o jovem empreendedor.

5. Resultados Digitais

Aqui a palavra-chave é marketing digital. O pessoal da RD sabe tudo sobre estratégias, métricas e otimização de inbound marketing.O blog deles é recheado de dicas, ferramentas, planilhas, ebooks e kits de conteúdo DE GRAÇA.

Faltou alguém nessa lista que você acompanha sempre? Deixe seu comentário!

Você conseguiria vender o seu país com apenas 100 palavras? Este senhor sim


Estranho esse título do assunto, não é verdade? Mas antes de falar do porquê desse título eu gostaria que você escutasse uma Tarantella Napoletana ou o Funiculi Funicula , pois sim, meus amigos, iremos fazer um passeio pela Itália e através de um dos grandes cases de varejo que pude ter o prazer de presenciar, tanto através da apresentação de seu fundador no #LATAM2016 (maior evento de varejo da América Latina que ocorreu em agosto 2016 em São Paulo), Oscar Farinetti, este o nobre senhor na foto abaixo…

eataly
Ao visitar a Eataly, seu empreendimento, onde eu apareço todo feliz por atestar o conceito apresentado por ele na palestra do dia anterior, vendo que cada detalhe apresentado por ele no LATAM faz sentido ao visitar seu empreendimento. Esses detalhes eu vou apresentar agora!

paul-latampaul-eataly

Oscar Farinetti é um senhor bastante carismático, sua palestra começou com ele logo pedindo para o cerimonial colocar uma música típica italiana para que a gente (público) já se sentisse na Itália, seu país de origem e razão principal do seu negócio existir. Sugiro que vocês coloquem as músicas do link citado acima para continuar a leitura desse post, vai ser com certeza uma experiência sensorial semelhante a que tive o prazer de vivenciar.

Público aquecido e descontraído após a música, mas como conseguir conduzir uma plateia de brasileiros, sendo que ele é italiano que fala um inglês carregado?  Simples…

“Com 100 palavras em inglês, eu consegui abrir 32 Eatalys em vários países do mundo, inclusive no Brasil”

Toda e qualquer resistência do público que teimava franzir suas faces caiu por terra e ele tinha público na mão.

Apresentar um case no formato do Eataly é bem complexo, mesmo para mim que pude visitar a loja.

“A Eataly é loja, é restaurante, é conveniência, é aprendizado, é conhecimento sobre a Itália”

Oscar disse isso, pior que de fato é tudo isso mesmo, mas como posso conceituar um negócio dessa complexidade de operação de uma forma mais clara?

Mercado Central de alto padrão que valoriza a experiência do cliente na “Itália” em todos os momentos que ele se relaciona com a marca. Em contrapartida, a palavra mercado dar um ar de bagunça, gritaria, sujeira e não é isso que observei, creio que esteja mais com um perfil de shopping da cultura (produtos e serviços) italiana com traços brasileiros (caso da visita na Eataly São Paulo).

O diferencial é o toque cultural local

Segundo Oscar, o traço da cultura de São Paulo é justamente o fator que diferencia a sua loja no Brasil, o traço da cultura de Nova York é que o diferencia nos EUA, o traço de Seul que o diferencia na Coréia do Sul , o traço da cultura local é o que diferencia a sua loja em cada um dos 32 locais que ele possui o seu empreendimento, pois segundo ele, a Eataly é como uma família/mãe que possui 32 filhos, essas lojas são irmãs, mas cada uma possui uma personalidade diferente que deve ser respeitada e adequada a cada local em que seu empreendimento atua, assim ele não acredita em rede de lojas, mas sim no conceito de “irmandade”.

Oscar para quem não sabe é amigo pessoal de papa do marketing, Philip Kotler, inclusive já escreveu um dos seus prefácios; mas o que o Kotler tem haver com a Eataly?

Vocês lembram do conceito de composto de Marketing , ou mix de marketing, ou 4 P’s do marketing ? Todos os P’s do Kotler o Oscar resume em um único P, PESSOAS. Na verdade em 2 P’s, pessoas e pêssego.

PÊSSEGO?

Sim, pêssego! Já já eu explico o porquê.

Produto, praça, preço e promoção, todos eles passam por pessoas, essas pessoas devem compreender que um projeto para ter sucesso é fundamental que ela internalize o propósito e execute as ações de acordo com esse propósito. Mais adiante eu irei apresentar como ele seleciona os membros do seu time, muito bacana.

Mas que história é essa de pêssego, Paul?

Oscar contou que sua empresa começou com um pêssego e que era imprescindível que a gente tomasse nota e copiasse o que ele teria a dizer. Bons líderes são humildes para reconhecer que ele não precisa criar tudo da sua empresa, mas sim copiar o que dar certo, nós consultores chamamos isso de benchmarking, ou seja, prática de observar empresas de referência, ou empresas benchmark para aprender com seus acertos e evitar os seus erros.

Como bom eterno curioso e aprendiz que sou, eu copiei, é lógico!
Na semente do pêssego, o desejo poético da empresa, na polpa você escreve a experiência que o público tenha e o que elas levam para a sua casa e na casca como você irá promover a sua empresa, o marketing. Quando eu falo pêssego, é o pêssego mesmo, conforme a foto abaixo:

pessego-eataly

Eataly em um pêssego!
Eu fiz questão de colocar essa imagem e fazer o que ele falou, eu copiei todos os pontos e vou compartilhar com você um a um.

Na semente pêssego como foi dito acima, vem a declaração da empresa para as pessoas que estão no cerne do fruto e do desejo pessoal do Oscar Farenetti através do seu empreendimento, Eataly, vamos à elas:

SEMENTE

“Criar emprego para as pessoas”.

Oscar vê em seu empreendimento uma fonte de emprego e renda para as pessoas em vários locais do mundo.

“Mais terras para as pessoas”.

Na Itália, existem mais de 6 milhões de prédios abandonados. Ele vê isso como estúpido, seus empreendimentos visam reativar prédios abandonados e assim evitar que mais terras sejam ocupadas sem necessidades.

“A ideia é narrar a biodiversidade maravilhava da Itália”.

Oscar acredita que a biodiversidade na Itália é a maior do mundo e precisa ser compartilhada com as pessoas, lá são plantadas mais de 6 mil variedades de uva e essas deveriam ser distribuídas para que o mundo conhecesse. Eu discordei em partes, pois para mim a brasileira é maior e também precisa ser compartilhada.

“Mais comida de qualidade para as pessoas!”.

Oscar acredita que a elevada quantidade de doenças que as pessoas se dá por causa da comida. Doenças que não existiam ou eram raras antigamente hoje são mais frequentes por causa da alimentação ruim. No Eataly, seu desejo é que tudo isso seja diferente, ingredientes saudáveis, fornecedores confiáveis para ofertar uma alimentação de melhor qualidade para as pessoas.

Na polpa do fruto está tudo relacionado a experiência que o Eataly deve proporciona a seus clientes, vamos às 16 experiências que você devem vivenciar ao entrar na Eataly.

POLPA

“Eu estou numa lugar lindo”

Oscar quer que as pessoas comentem a citação assim e eu confesso que essa sensação eu senti, Oscar conseguiu, o lugar é muito bonito, organizado, sinalizado, a promessa se cumpriu.

“Eu posso satisfazer todos os meus desejos”

O fundador criou como disse acima um shopping center de diversos produtos italianos, vinhos, pizzas, cervejas, massas, frutas, bebidas diversas, uma sorte de produtos de diversas linhas e segmentos diferentes que de fato cumprem com o desejo com “todos” os desejos do consumidor.

“Para melhor aproveitar , eu tenho que aprender.”

Nunca imaginei que no shopping da cultura italiana, a gente também pudesse aprender a fazer os pratos, para Oscar, ensinar os prazeres que o alimento possui é fundamental para que o cliente valorize o que está consumindo. Lá no Eataly, ocorrem aulas de como preparar pratos diversos para turmas fechadas.

“Itália é campeã na biodiversidade”

Eu discordei, como disse, para mim e meus estudos, o Brasil é maior, mas a biodiversidade italiana, os italianos sabem exportar os produtos provindos dessa biodiversidade melhor que a gente.

“Qualidade não é caro”

Um ponto que o fundador bateu bem foi esse, para comer bem, não precisa ser caro, existem diversos produtos no Eataly, de todos os preços, alguns caros de fato (eu achei!), mas outros achei justo pela soma do valor agregado que o espaço e as pessoas entregam.

“Esse é um negócio diferente, não é só vender”

Esse ponto da experiência do cliente talvez destoe do foco de muitos empresários, que é o fato de achar que os negócios somente existem para gerar vendas e com isso seu lucro, Oscar deseja algo superior a isso, criar um negócio diferenciado para causar uma experiência italiana para cada cliente que visita a sua empresa.

“Eu voltarei aqui.”

A experiência em conhecer o Eataly deve ser tão boa (e foi) que deve ocorrer o desejo de regressar o Eataly em qualquer lugar do mundo (tenho esse desejo também, nem que seja para apenas confirmar se é verdade já que eu conheço só um).

“Eu vou trazer meus amigos aqui”

Quando um local é bacana, nós queremos apresentar para as pessoas que gostamos, de fato ocorreu isso comigo, eu não conhecia, mas recebi vários feedbacks positivos de amigos que já tinham ido. Levei 2 amigas lá para conhecer junto de mim. Ponto para o italiano de novo!

“Aqui eu respeito a minha nação”

Promover a cultura italiana em 32 lugares do mundo é uma forma que ele tem de demostrar o seu respeito e amor pela sua nação. Me incorreu inclusive um insight de pensar em algo no futuro para promover a cultura paraense para o mundo. Já pensou os japa tomando açaí, comendo uma maniçoba? #ehPossível

“Vale a pena gastar mais com a comida, do que com outras coisas.”

Esse cara é bom, ele fez uma reflexão que me deixou de fato sem argumentos, os produtos de uma forma geral são itens que ficam apenas sobre a superfície do seu corpo, camisas, calças, celulares, livros, etc. O único que você conscientemente autoriza que entre no seu corpo é a comida, então meu amigo e amiga, valorize o que você permite que entre no seu corpo, pague um pouco mais para ter o melhor.

“Se eu comer melhor eu como menos, eu vou viver melhor”

Quando você está tendo felicidade, prazer em fazer algo, você nunca quer que termine, logo você vai mais devagar, com a comida deve ser da mesma forma, pois quem consegue o prazer gastronômico, come menos, come melhor, pois saboreia mais.

“Aqui os agricultores são celebrados”

Normalmente os agricultores no mundo todo são tidos como rudes, para Oscar eles são peças fundamentais para construir um negócio que valorize a biodiversidade italiana e permita que ela seja compartilhada com todas as pessoas no mundo.

“Aqui eu posso crescer e fazer minha carreira”

Todas as pessoas que trabalham na Eataly tem a oportunidade de conhecer e aprender a cultura da empresa italiana, assim independente de tudo, elas podem crescer no negócio.

“Na Eataly nós fazemos boas coisas para a comunidade”

Entregar tudo o que ele promete já citado no texto permite que mais pessoas se empreguem, que mais agricultores escoem sua produção e tenhamos mais clientes comendo melhor.

“Eu quero que o meu produto seja vendido aqui”

Como a loja é um ambiente no formato de um mercado central de alto padrão, o próprio fornecedor enxerga valor em vender seus produtos lá. E o Oscar que esses fornecedores pensem isso.

“Como eu amo trabalhar aqui.”

Quando cada funcionário aceita trabalhar na Eataly ele deve começar a sentir esse sentimento de amor. A causa defendida pelo Oscar. Durante a minha visita observei que os atendentes que tive contato de fato estavam bem motivados durante a prestação de serviço, fiquei bastante feliz com o atendimento. Isso é prova que quando o serviço é bem feito as pessoas falam bem, tanto que estou até agora dando uma de promotor da marca.
Após citar essas 16 experiências que o fundador deseja que as pessoas possuam ao se relacionar com a Eataly o serviço do marketing ficou mais fácil. Vamos a casca:

CASCA

Mercado, restaurante e salas de aula integradas:

O modelo de negócio funciona se tiver essas 3 partes integradas.

  • Simples. Dos móveis aos mostruário dos produtos. Branco: cor simples

Quando você aprendeu a escrever, você tinha um lápis e uma folha em branco. Essa simplicidade serviu para que você aprendesse a escrever e assimilar o que você escreveu. Para o Oscar, o bonito do design as vezes complica que os consumidores entendam a informação, então, meu caro e cara, deixe simples. Preto no branco ainda funciona, para então, eu comprovei que faz sentido na sua loja.

  • Elementos naturais: madeira

Aqui eu confesso que eu não entendi muito bem, mas ficou claro a visitar o espaço, deixou uma cara de rústico o espaço, mas ao mesmo tempo padrão classe A.

  • Luminosidade e Brilho: luz natural

A fachada da loja deve receber luz natural para que o cliente não seja muito afetado pela transição de ambientes, bem como seja mais otimizado o uso da luz solar, apresentando melhor os produtos para os clientes.

  • Muitos produtos, muitas escolhas

Lá você encontra desde a laranja até o vinho raro da bota europeia, uma sorte de produtos devem fazer parte do mix, pizzas, cervejas artesanais, massas diversas, ingredientes de todos os tipos, lá você deve e encontra tudo.

  • Muitas descrição dos produtos e posters

Poster branco e texto elucidativo sobre os produtos devem estar a todo momento presentes nas gôndolas para que o cliente aceite pagar o preço daquele produto, na verdade ele não deve nem enxergar o preço, mas sim valorizar o valor do item que ele pretende levar. Nos pôster você conhece a história de cada produto que você pretende levar.

  • Aprendizado e emoções

As aulas são realizadas em espaços semi isolados, isso permite que quem recebe o aprendizado sobre a gastronomia italiana possa ficar mais a vontade e se abrir a novas experiências gastronômicas e como elas são em grupo, várias emoções podem ser vividas.

  • Cuidados visuais para ajudar descrever a sazonalidade, história e tradições

Para o Oscar, cada detalhe é importante para que o cliente entenda a sazonalidade de certos produtos, mesmo quando ausentes e entendam um pouco a história e tradição italiana.

  • Sem produtos que contenham corantes e não sejam congelados.

Foco na alimentação saudável e mais prazerosa.

  • Pessoas que comem no restaurantes

O público que frequenta esse ambiente vai mais relaxado e mais propício a ter uma boa experiência de consumo.

  • Cuidados visuais para ajudar descrever a sazonalidade, história e tradições

Para o Oscar, cada detalhe é importante para que o cliente entenda a sazonalidade de certos produtos, mesmo quando ausentes e entendam um pouco a história e tradição italiana.

  • Pagar corretamente e pontualmente, ser proativo em dar assistência para os fornecedores.

Equipe e fornecedores recebendo em dia, todo mundo fica feliz e ama trabalhar e servir esse empreendimento, assim todos ganham.

  • Contas pagas corretamente todos os dias e preços sustentáveis com as margens corretas.

Não adianta nada prometer a melhor experiência se a conta não fechar no final do dia, com isso, como todo varejo, ficar atento aos preços praticados, as margens é fundamental para garantir que esse modelo de negócio funcione.

Pessoal, o texto ficou grande demais, mas o conteúdo é denso e merece a apreciação. Mas para fechar, qual é a história que as pessoas contem a respeito da sua empresa? Em que momento da jornada empreendedora você se encontra?

E o que você achou do texto? Deixe o seu comentário ai. Até a próxima.

PAUL MARCEL
Consultor e Sócio – VINDI

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Sim! Você deve usar o Design de Serviços para fidelizar seu cliente

Olá, hoje vamos falar sobre algo que está na “boca do povo”, mas muita gente se confunde quanto a definição: Design de Serviços.

Imagine que você precisa comprar um óculos e existem duas óticas próximas a você, com produtos de mesma qualidade. O que define a sua escolha?

É aqui que entra o Design de Serviços

Normalmente essa escolha não é aleatória, e muito provavelmente você vai escolher a ótica com o ambiente mais agradável, que tenha o atendimento mais rápido ou mais bem feito, ou até aquela que vai lhe passar mais confiança e mais garantias.

E para você que é empreendedor esse é o motivo pelo qual o design de serviços é tão importante para sua empresa.

Dá uma olhada no nosso vídeo e tire essa dúvida!

Continuando…
Se um cliente passa por uma experiência ruim durante um serviço ele tende a criar certa resistência ao uso, principalmente se em outro estabelecimento o mesmo produto for ofertado com o mesmo preço e igual qualidade.

Ou seja, mesmo que seu produto seja tão bom quanto o da concorrência, e se o processo de compra houver qualquer tipo de desconforto, você pode perder o seu cliente. Por isso é preciso pensar em cada detalhe do serviço, faz toda a diferença!

O primeiro passo para melhorar o serviço oferecido ao seu cliente é identificar quais são os pontos de contato, que são os momentos em que o consumidor vai interagir com a empresa.

Voltando para o exemplo da ótica, podem ser feito pontos de contato através do atendimento feito na loja, ligações telefônicas, as redes sociais e o site da empresa. Agora imagine os seguintes problemas.

  1. A ótica não oferece para o cliente um ambiente confortável, que permita a experimentação das armações;
  2. Não faz um atendimento que se adeque às necessidades dos clientes;
  3. Demora pra fazer a entrega final do produto;
  4. Não oferece nenhum tipo de garantia para o consumidor;
  5. Fora do ponto de venda não possui informações úteis e/ou atualizadas nos sites ou nas redes sociais e pelo telefone o cliente perde muito tempo de ligação e não consegue as informações que precisa.

Frustrante não é?

E são esses tipos de problemas que fazem com que uma empresa perca seu cliente para a concorrência.

Lembrando que mesmo que existam problemas em apenas um dos pontos de contato, isso já pode prejudicar a experiência do consumidor. Agora, quando se tem um cuidado especial na organização e planejamento do serviço são bem maiores as chances de surpreender positivamente seu cliente e assim torná-lo um consumidor frequente.

E então quer tornar melhorar o serviço da sua empresa e não sabe como? Entre em contato com a gente! Quem sabe a Vindi pode te dar aquele empurrãozinho para a fidelização do seu cliente.

Pesquisa e Análise de Mercado: qual a sua importância?

Para muitos empreendedores começar um novo negócio parece ser uma tarefa fácil. Primeiro idealiza-se o produto, depois o público-alvo, o local e a forma de venda, escolhe as redes sociais como canais de divulgação, os recursos minimamente necessários para operacionalização, a marca [e não logomarca como vimos nas Dicas de Design] e, pronto! Eis que surge um novo negócio.

De fato, pensando assim, o caminho a ser percorrido é fácil, relativamente rápido e “só flores”. Pena que, na maioria dos casos, não é sustentável. Ora, mas por que não, se está definido tudo o que o negócio precisa?

Simplesmente, porque o sucesso (ou fracasso) de um negócio não depende unicamente do produto, ponto de venda ou demais atributos diferenciados que se oferece aos clientes, ou seja, os fatores possíveis de serem controlados pelo empreendedor. Depende também dos fatores incontroláveis, daqueles que estão no ambiente externo e que não dependem das articulações e tomada de decisões dos gestores da organização.

 

São fatores presentes no macroambiente que podem, de forma direta ou indireta, influenciar no desempenho do negócio. Como principais citamos os fatores Políticos, Econômicos, Sociais,Tecnológicos, Ambientais e Legais que estão continuamente em mudança ou alteração no ambiente em volta do negócio.

O conhecimento dessas forças e da influência que exercem sobre o negócio é de fundamental importância para qualquer empreendedor, seja este em estágio inicial ou já maduro no mercado, uma vez que indicam os pontos que podem se tornar ameaças ou, quem sabe, oportunidades para o negócio que está surgindo ou querendo se reinventar no mercado.

Para obter este entendimento é indicado que se faça uma Análise PEST, PESTEL ou PESTAL [que você já deve ter ouvido falar, certo? ] que nada mais é do que o acrônimo dos fatores Políticos, Econômicos, Socioculturais, Tecnológicos, Ambientais e Legais e, uma ferramenta essencial para a análise do mercado em qualquer estágio que o negócio esteja.

Através desta é possível fazer uma “investigação” mais aprofundada em cada fator, possibilitando o conhecimento sobre o crescimento ou queda dos mercados, o seu potencial, as principais características e obstáculos, comportamentos, potenciais clientes, entre outros elementos que podem ser determinantes para o sucesso ou fracasso do negócio, além de impulsionadores para novos insights ou inovações no modelo de negócio.

É também nesta análise que se obtém dados e informações do mercado que podem demonstrar tanto a situação atual como o histórico do mercado, relevando se os acontecimentos são excepcionais ou cíclicos.

Apesar de sua importância para o entendimento do mercado, construção e desenvolvimento do negócio, é comum que esta etapa seja “pulada” pelos empreendedores, por julgarem que seus “achismos” muitas vezes disfarçados de instintos são suficientes, por simples desconhecimento de sua importância e necessidade ou mesmo porque ficam confusos sobre o ponto de partida e do que se deve observar.

Sabendo disto, e do fato que para cada fator existe um campo vasto de variáveis passíveis de análise, relacionamos aqui algumas que devem ou podem ser observadas durante a análise do mercado:

• Fator Político: estabilidade política, mudanças de Governo e de partidos, restrição comercial, acordos internacionais, infraestrutura (estradas, portos, aeroportos, rodovias), investimento em saúde e educação, política governamental.

• Fator Econômico:
política fiscal, estabilização econômica, taxa de juros, inflação, liberalização do crédito, abertura da economia, (des)valorização da moeda nacional, emprego e renda da população, poder de compra da população, tendências de consumo, fusões e aquisições entre empresas, fontes de financiamento, custo de aquisição de equipamentos, materiais e bens.

• Fator Sociocultural: população (natalidade, mortalidade, crescimento e envelhecimento), distribuição da população, fluxo migratório, crenças e valores, composição das famílias, qualidade de vida, mobilidade urbana, mercado de trabalho, nível educacional, necessidades dos consumidores, fenômenos da moda, hábitos de compra, motivações.

• Fator Tecnológico: internet, tv digital, convergência tecnológica, nanotecnologia, automação, ciclo de vida dos produtos, inovações, meios de comunicação, marcas e patentes, pesquisas e desenvolvimento, incentivos do Governo, técnicas e processos produtivos, distribuição dos produtos.

• Fator Ambiental: novas leis normativas e restritivas, sustentabilidade, poluição, recursos naturais, selos e certificações de qualidade, ecologia, políticas ambientais, posicionamento socioambiental.

• Fator Legal: legislação (trabalhista, tributária, previdenciária, comercial, ambiental, etc), mudanças na legislação, impacto tributário, informalidade, incentivos fiscais, movimento sindical, concessões do estado, incentivos à exportação e importação, direito do consumidor, propriedade intelectual.

Além destes fatores, na análise do mercado deve-se realizar ainda a Análise da Concorrência e das Tendências do Mercado, com o intuito de conhecer o que já está sendo feito e por quem, assim como descobrir o caminho que o mercado de interesse está seguindo. Mas, isto será pauta para outro post. Ok?

Agora, sabendo de tudo isso, o que você vai fazer: continuar ignorando o mundo que existe em volta do seu negócio ou correr para começar uma pesquisa básica sobre os principais fatores?

 

9 erros de português que empreendedores não devem cometer

Empreendedor que está em fase de crescimento não pode se dar ao luxo de tropeçar no português. Vacilos gramaticais podem passar uma imagem negativa no primeiro contato com seu possível cliente, investidor ou parceiro. E você não quer isso, certo?

Existem erros de português gritantes e aqueles que quase passam despercebidos, mas nenhum dos dois são aconselháveis de se cometer.

A lista abaixo é de criação minha, em parceria com a professora Roberta Santos, especialista em tradução inglês-portugues, português-inglês.

Vamos lá?

Erros de português que você NÃO deve mais cometer

      1. Você sabe quando usar: A/há?
        • Erro: Faço gestão dos meus canais de redes sociais a 5 anos;
        • Forma correta: Faço gestão dos meus canais de redes sociais  há 15 anos.

        Explicação: Para indicar tempo passado usa-se o verbo haver. (que não varia, pelo amor de Kakaroto: não existe HAVERÃO).

      2. A champanhe/ o champanhe – Esse aqui é top 2 nos erros de português que eu mais vejo por aí.
        • Erro: Vou pegar a champanhe para comemorar;
        • Forma correta: Vou pegar o champanhe para comemorar.

        Explicação: A palavra “champanhe” provém do francês “champagne” e é um substantivo masculino, segundo o dicionário Aurélio.

      3. A cores/em cores
        • Erro: A apresentação da proposta comercial será a cores;
        • Forma correta: O material da apresentação será em cores

        Explicação: Se o correto é:  “em preto em branco”, o certo é dizer/escrever “em cores”.

      4. A Domicílio/em domicílio
        • Erro: Quero montar uma hamburgueria que faça entrega a domicílio
        • Forma correta: Quero montar uma hamburgueria que faça a entrega em domicílio

        Explicação: No caso de entrega usa-se a forma “em domicílio”. A forma “a domicílio” é usada para verbos de movimento. Exemplo: Foram levá-lo a domicílio.

      5. A longo prazo/ em longo prazo
        • Erro: A longo prazo,  planejo aumentar a equipe de vendas.
        • Forma correta: Em longo prazo, planejo aumentar a equipe de vendas.

        Explicação: Usa-se a preposição em nos seguintes casos: em longo prazo, em curto prazo e em médio prazo.

      6. A nível de/ em nível de
        • Erro: A nível de entrega da proposta de valor atingimos nosso objetivo.
        • Forma correta: Em relação a entrega da proposta de valor atingimos nosso objetivo

        Explicação: Porém, o uso de “a nível de” está correto quando a preposição “a” está aliada ao artigo “o” e significa “à mesma altura”.

      7. À partir de/ a partir de
        • Erro: À partir de setembro, começo o redesign da minha empresa;
        • Forma correta: A partir de setembro, começo o redesign da minha empresa.

        Explicação: Não se usa crase antes de verbos

      8. A pouco/ há pouco
        • Erro: O meu sócio chegará daqui há pouco;
        • Forma correta: O meu sócio chegará daqui a pouco.

        Explicação: Nesse caso, há pouco indica ação que já passou, pode ser substituído por faz pouco tempo. A pouco indica ação que ainda vai ocorrer, a ideia é de futuro.

      9. À prazo/ A prazo
        • Erro: Com base em nossa análise de mercado, decidimos vender à prazo
        • Forma correta: Com base em nossa análise de mercado, decidimos vender a prazo.

        Explicação: Não se usa crase antes de palavra masculina.

 

Ética e Empreendedorismo: será mesmo?

Eis que certa vez, quando eu participava de um treinamento promovido pela Endeavor e o Instituto Kauffman (para quem não conhece, duas das mais respeitadas organizações de fomento ao empreendedorismo em todo o mundo) uma das falas da facilitadora me chamou muito a atenção. Ela dizia: “empreendedores são éticos!”

Automaticamente me vieram à mente casos e mais casos de “empreendedores” envolvidos nos mais diversos tipos de desvios e falcatruas: mensalões (que, para quem não sabe, começou em uma agência de publicidade lá na capital federal), petroleodutos (empreiteiras e mais inúmeros fornecedores da nossa outrora maior e mais respeitada empresa do Brasil – a Petrobras), escândalos em licitações ou ainda, nem indo tão longe, as cotidianas propinas e “jeitinhos” famosos do brasileiro em resolver aquela certidão, aquela fiscalização, aquele adiantamento, etc. O próprio Mario Puzo, autor do famosíssimo romance “o poderoso chefão”, parafraseia Balzac na epígrafe do livro ao dizer que “por trás de toda grande riqueza, há sempre um crime!”…

A questão toda ainda fica mais grave pelo momento político e econômico que o nosso país vive, vulgo “o gigante acordou” – parece que está na moda falar em ética, seja nos facebooks da vida, no happy hour ou nos almoços da família, contudo, a pergunta que quero refletir hoje com vocês é simples e, ao mesmo tempo, visceral: empreendedores são mesmo éticos?

Vamos por partes!

A célebre ética anda de mãos dadas com a igualmente ilustre moral. Ética é uma palavrinha que vem do latim “ethos” e que assume como valor linguístico em nosso bom português o equivalente a “costumes”. Já a menina moral deriva também do latim “moris”, mas pasmem, também significa “costumes”. O desatar do nó nessa questão epistemológica e semântica é que a ética pode ser tida como a escolha pelo bem comum – é universal; enquanto que a moral é local, em um grupo, uma dada sociedade.

Se formos diretamente ao pai dos burros, teremos as seguintes definições:

  1.  Parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social;
  2. Conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.

Calma que eu vou explicar melhor!

Na natureza, tudo já possui um jeito predeterminado de acontecer (o cachorro latir, o jambo cair do jambeiro, a lua sobrepor o sol e vice-versa todos os dias, etc.) e, logo, aos seres humanos também não seria diferente: na medida que nos relacionamos em sociedade (grupos, famílias, comunidades, cidades…) nós fomos adquirindo costumes ao longo do tempo e isso varia de local para local e época para época.

No passar do tempo, esses “costumes” tornaram-se a medida do o que é certo ou errado para essa dada sociedade – se é costumeiro, é certo e assim deve ser: isso é a moral! É mais ou menos quando você era acordado pela sua mãe, no tempo em que era criança, para ir à escola todos os dias e ela também dizia “é para o seu bem meu filho”.

Se, porventura, você não fosse à escola todos os dias, estaria indo de encontro a um costume da sociedade em que vive, logo, estando “errado” e indo contra a moral. Outro exemplo: no município de Cametá, no interior do estado do Pará, e também em Madrid, capital da Espanha, o horário de almoço e a famosa “la siesta”, o cochilo depois do almoço, acontece entre 12 e 15h diariamente, e todo o comércio religiosamente fecha as portas. É certo? É errado? São os costumes e a moral local…

Ainda nesse raciocínio, podemos dizer então que a mora é local e a ética é universal. A ética é um olhar crítico sobre essa tal moral que ordena. A ética pensa sobre a ordem. Enquanto a moral tem regras, a ética tem princípios – a justiça, a solidariedade e o respeito. Pensar e agir de forma ética é fazer de tudo em prol de um bem maior, universal, sempre pensando no próximo! Parafraseando Tom Jobim, a ética remete que “é impossível ser feliz sozinho!” – temos que olhar sempre para o bem comum e do próximo. Isso é ser ético!
Quando findando, nesse ponto eu remonto a nossa exclamação principal: empreendedores são éticos!
Como a ética é por definição uma disciplina do campo da filosofia, se passarmos rapidamente de Sócrates, Platão, Aristóteles, Locke, Descartes até chegarmos à Kant, é impossível não citar este último: “ética universal: a igualdade entre as pessoas – o valor profissional deve acompanhar-se de um valor ético para que exista uma integral imagem de qualidade. Quando se tem um padrão ético na prestação de um serviço, automaticamente, o valor deste aumenta”. Mais de 200 anos atrás, ele já percebia que a ética era um elemento diferenciador e agregador de valor no mundo dos negócios…

Culminando, só posso concluir que se empreendedores são aqueles membros da sociedade que fazem, que realizam, que inovam, transformam o problema de alguém em uma solução lucrativa que faz do mundo um lugar melhor – sempre com a crença e a fé inabalável em sua capacidade, seus valores e o compromisso com seus clientes (cada vez mais críticos, exigentes e “esclarecidos”).

Acredito sim que a facilitadora do curso em que participei e citei ao início deste texto estava, enfim, certa: empreendedores são sim éticos – estão sempre preocupados com o bem comum! Ou pelo menos esse é o cenário para o qual estamos caminhando e idealizamos, até que os exemplos empreendedores “não éticos” sejam cada vez mais uma minoria, até o ponto de serem lembranças tristes de um passado distante.

Nós aqui da Vindi estamos fazendo a nossa parte. E você?