Storytelling, empreendedorismo e consultoria: contando a (sua) história!

Você já ouviu falar sobre storytelling? Se não conhece com essa palavra, sem sombra de dúvida, você já contou ou ouviu uma história em algum momento da sua vida! Se estou certo na afirmação anterior, parabéns: você conhece ou já participou de forma empírica/tácita de um storytelling.

Mas afinal, o que é storytelling?

Esse termo em bom português seria algo como “contar uma história” – tell a story… alardeada e divulgada atualmente como uma das ferramentas da caixa do Design Thinking (em um post futuro falarei disso, fique tranquilo), a moral da história aqui consiste em contar uma história única e real de uma empresa ou de um produto, criando uma relação de proximidade entre a empresa e o cliente.

Imagine-se, por exemplo, em uma sala de aula ou em um evento: você tem mais interesse em um assunto abordado da forma “tradicional” (alguém falando conceitos, técnicas, ferramentas ou qualquer coisa e alguém apenas ouvindo de forma passiva e automática) ou em uma história, ou em uma narrativa bem contada para contextualizar a mesma coisa?

É ponto pacífico na área da andragogia (a arte de ensinar adultos a aprender) que a informação é mais facilmente absorvida em forma de narrativa ou história, do que em termos de esquemas, gráficos, dados, etc.

Agora que já contextualizei (contei uma história…), posso escancarar que esse texto objetiva apresentar o famigerado serviço de consultoria – tanto para quem realiza quando para quem o recebe (o cliente) – o que é fundamental já que, inevitavelmente, tanto empresa quanto cliente devem estar no mesmo barco.

Segundo o famosíssimo “Manual de consultoria empresarial”, do renomado autor Djalma Rebouças de Oliveira, lançado em 2006, consultoria nada mais é do que

“um processo interativo de um agente de mudanças externo à empresa, o qual assume total responsabilidade de auxiliar os executivos e profissionais da referida empresa nas tomadas de decisões, não tendo, entretanto, o controle direto da situação”.

Apesar de amplo e complexo, podemos afirmar algumas coisas  sobre consultoria a partir desse conceito:

Tem início, meio e fim: não pode ser pra sempre (ou pode: vira assessoria);

  • O consultor tem que ser externo: se “entrar no time” da empresa, ele vira executivo;
  • Processo interativo: a consultoria deve ser obrigatoriamente coletiva – o consultor não é super-herói e com certeza não tem bola de cristal para “adivinhar” as coisas e/ou conhecer o negócio em sua plenitude – essa é obrigação do dono e seus executivos;
  • Não tem o controle direto da situação: essa é uma premissa inarredável de qualquer consultoria – o consultor não é o dono do negócio, logo, existem variáveis de análise e decisão que obviamente estão além da sua alçada;

A pergunta de ouro: será que um empreendedor que está começando sua jornada frente a um novo negócio pode “se dar ao luxo” de contatar uma consultoria para auxiliá-lo?

O que acham? Vamos por partes…

Aqui eu preciso citar Steve Blank e Bob Dorf no primoroso livro “The Startup Owner’s Manual: The Step-By-Step Guide for Building a Great Company”. Nele é citado a popularização e a noção de jornada arquetípica que é recorrente nas mitologias e religiões de diversas culturas em torno do mundo, onde de Moisés a Luke Skywalker, a jornada do empreendedor sempre começa com um “herói” que ouve um chamado para uma busca. No início da viagem, o trajeto quase sempre não está claro e o objetivo também não é vislumbrado.

Complementando o raciocínio, segundo o pesquisador americano da Universidade de Harvard, Dr. David McClelland,

“O que faz a diferença entre o fracasso e sucesso é o que as pessoas fazem com os recursos que elas tem!”.

A própria ONU (Organização das Nações Unidas) encomendou um estudo ao pesquisador para descobrir comportamentos e características dos empreendedores de sucesso e o resultado, antecipo, são os 10 comportamentos médios dos empreendedores. Um deles é impossível de não ser citado agora: eles assumem riscos calculados –  e se os riscos são calculados, o que é mais arriscado: começar um novo negócio sozinho ou com apoio especializado para lhe ajudar?

Pois é, boa resposta!

Como várias coisas no Brasil, acredito que a área de consultoria como um todo seja mais uma a sofrer com estereótipos e fechamentos, como por exemplo, “é caro!”, “é para empresa grande!”, “é só enrolação!” e outros termos desse tipo. É bem verdade que, como em toda área profissional há bons e maus profissionais, mas não podemos sair de uma particularidade para uma generalização absoluta e botar todo e qualquer tipo de consultoria no mesmo saco!

A jornada dos heróis que citamos a pouco é o modo da Vindi de pensar o início de um novo negócio (o que também inclui a melhoria e otimização de um já existente). Muitos empreendimentos nascentes (e seus novos produtos e serviços) começam geralmente com uma visão quase sonhadora – e a esperança de que podem vir a ser uma realidade: mostrar que sua ideia pode ser real e não uma alucinação e, que para vencer, tem-se que abandonar o status quo e se arriscar nesse novo caminho, sempre cercado por incertezas e obstáculos.

Aí perguntamos: existe uma trajetória real e replicável para o sucesso e que elimine todos os riscos de um novo negócio?

Claro que não!

Mas que tal minimizar os riscos e os potenciais problemas mais importantes, além de possibilitar que o seu novo negócio se desenvolva e transforme-se em uma empresa bem-sucedida? Esse é o jeito da Vindi de trabalhar inovação (e consultoria…) com os nossos clientes empreendedores!

 

Para fecharmos então, lembre-se:

  • A quem está começando um novo negócio, toda ajuda é bem-vinda;
  • Ao fazer qualquer investimento para o seu negócio (como investir em conhecimento e ajuda técnica especializada, tal qual uma consultoria…) tenha sempre em mente uma métrica clara, comumente conhecida como ROI (Return of Investiment), ou seja, de casa X reais que forem aportados, quanto irá voltar?
  • Empreendedores não são heróis solitários: eles constroem e desenvolvem times de sucesso (e aprendem com eles);
  • Use o storytelling: além de uma boa ferramenta para fazer negócios, todo mundo gosta de uma boa história…

E agora? Vamos tomar um cafezinho e fechar negócio? =)

Até a próxima!

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