O que aprendemos com Pokémon GO?

O post de hoje tem duas pegadas: uma nostálgica e outra profissional, esteja avisado.

Uma pandemia está tomando conta do mundo. Pessoas estão sendo hospitalizadas. Assaltos a mão armada e furtos sendo registrado por conta disso; sabe qual o nome dessa “doença” apocalíptica?

Pokémon GO

Para começo de conversa, caso você não conheça, Pokémon é uma franquia de mídia que teve seu auge nos anos 90. O tema é centrado em criaturas chamadas “Pokémon”, que os seres humanos capturam e os treinam para lutarem um contra o outro como um esporte (Sim, parece cruel. Mas é muito divertido).

Meu primeiro contato com Pokémon foi com os desenhos (que passavam no programa da Eliana, se não me engano. Depois de Swat Cats e Dragon Ball). Como integrante da geração do milênio, fui completamente impactado pelas ações da Nintendo para divulgar a franquia na época: joguei desde as versões para Game Boy até a versão Pokémon Stadium, para Nintendo 64 (sendo esta última a minha predileta até hoje).

Mas confesso que não estava preparado para o que viria a acontecer agora, em pleno 2016. Pokémon volta com tudo ao mercado lançando uma versão de jogo que utiliza Realidade Aumentada (AR): o tal do Pokémon GO. Quem tem quase a mesma idade que a minha, deve ter ficado tipo assim com o lançamento do app.

O game chegou ao topo da lista de aplicativos favoritos da Apple no fim de semana e funciona basicamente assim: os jogadores usam seus smartphones para descobrir e capturar personagens virtuais de Pokémon em várias locações do mundo real. (menos no BR por enquanto)

Quer saber como funciona? Veja só este vídeo:

Cinco dias após seu lançamento, o jogo já está em mais celulares com sistema Android do que o aplicativo de encontros Tinder (Ou seja, se divertir é melhor que namorar), e sua taxa de usuários ativos diários está empatada com a do Twitter, de acordo com a SimilarWeb.

A Nintendo caiu no esquecimento, vai falir (será?)

A empresa de jogos tem ficado para trás quanto ao que se refere a inovação para dispositivos móveis, mas chegar a falir (como muitos sonystas e caixistas têm dito) está longe de ser verdade. Para se ter uma ideia, o volume de menções da marca, na última semana, tem encostado em na casa dos 500k, de acordo com a Adobe Digital Index. Saca só:

Talvez Pokémon Go não seja tão duradouro quanto os jogos que me fizeram investir horas a fio nos meados dos anos 90, mas é difícil argumentar contra a audiência potencial  que atualmente está empenhada em se tornar um mestre Pokémon. Partindo da ótica de que, quanto ao ciclo de vida de um produto, Pokémon já deve ter passado por quase todas as fases (introdução, crescimento, maturidade e declínio) mas ainda está aí.

Que tal tentarmos pensar em como fazer que nosso produto (podendo ser você, sua empresa ou seu produto mesmo) consiga manter o mesmo nível de engajamento com o público de Pokémon e manter a inovação como prioridade, como a Nintendo fez com Pokémon GO?

Quanto a mim, ficarei no aguardo da chegada oficial (sem precisar ser um hacker) do game para jogar e matar um pouco da saudade de ver o Pikachu apanhando ou, quem sabe, capturar o Mewtwo  (ainda existe esse?)

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2 thoughts on “O que aprendemos com Pokémon GO?

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