Instagram x Snapchat e o que você tem a ver com isso?

Em uma audaciosa expansão, com o objetivo de capturar mais usuários e mais posts, o Instagram inovou ao anunciar uma nova forma de publicação de conteúdo: as “Histórias”.

A ideia é simples: incentivar os usuários a postarem conteúdo efêmero, que ficará disponível por apenas 24 horas a partir do momento do post.

Muito bacana, né? Mas espera. É parecido com algum outro aplicativo de rede social na internet que você conheça? Sim, sim. O recurso é quase uma cópia do Snapchat, que também chama  esse tipo de publicação de “Histórias”.

Pelo pouco que já pude apurar, essa forma de incentivar os usuários a postar com mais frequência – e mais abertamente – sobre as suas vidas, pode mudar fundamentalmente a natureza do Instagram, que conta com mais de 300 milhões de usuários diários.

E hoje nós vamos falar um pouco sobre como a inovação está presente nesse tipo “cópia”. Mas antes, algumas informações.

Instagram X Snapchat: conceito, inovação e um pouco de kibe

Se a sua conta no Instagram é pública, a sua história também é

Diferente do feed de notícias normal, não há corações ou qualquer outro mecanismo de feedback nas “histórias”. Mas, assim como no Snapchat, é possível enviar mensagens diretas em cima dos “snaps”. Deslize para cima em sua própria história e você pode ver uma lista de pessoas que viram sua história; você também pode bloquear usuários individuais de serem capaz de acessar a sua história nessa tela.

instagram

Legal, não?

Mas fica aí uma dica. Se a sua conta no Instagram é pública, a sua história também – o que torna possível que qualquer pessoa veja seus “snaps” no Insta ao tocar em sua foto do perfil.

Pode chamar de kibe, mas não é a primeira vez, sabia?

Não é a primeira vez que o Instagram ou de sua empresa controladora se inspira do modelo do Snapchat. Em 2012, o Facebook lançou um aplicativo de “push” para envio de mensagens que desapareceriam após 10 segundos. Mas nunca ganhou muita atenção, e foi fechado em 2014.

Mais tarde naquele ano Facebook lançou Slingshot, que exigia do usuário enviar  uma foto própria para o um amigo/destinatário antes que pudesse ver a foto que tinha enviado. E… fracassou também ¯\_(ツ)_/¯

E você chama isso de inovação, Diego?

Na própria etimologia da palavra, inovação deriva do latim innovare, que simplesmente significa incorporar, trazer para dentro, inserir o novo, a novidade.

Dessa forma, na origem a inovação significa simplesmente renovação. Entretanto essa concepção é incompleta, visto que se confunde com mudança, novidade, invenção, etc. Eu gosto da definição de Schumpeter, primeiro teórico clássico da inovação, que em 1934 afirmou que esta representa um ato radical que envolve a introdução de um novo elemento ou a combinação de elementos antigos.

E tem mais…

Segundo o livro “A Bíblia da Inovação”, de Fernando Trías de Bes e Philip Kotler:

“A inovação também deve ser entendida como o desenvolvimento de uma cultura de inovação dentro da empresa, que é aquilo que permite produzir e levar ao mercado um fluxo constante de inovações menores e incrementais”

Então vamos com calma na hora de cravar que não há inovação no processo de aprimorar ferramentas já existentes.

Como pesquisador, professor e curioso nas horas não vagas, o que mais me preocupa nesse modelo de produção de conteúdo é a tal da efemeridade, que ignora o conceito de rastros deixados pelo usuário em sua navegação e interação nas redes sociais na internet.

Como profissional de marketing digital, me preocupa a ausência de métricas mais precisas quanto a mensuração do sucesso de uma campanha realizada nesse sistema: visualizações, coraçõezinhos, prints? Confesso que preciso pensar mais sobre isso.

Confesso que tenho sentido uma tendência a gostar mais das “Histórias” do Insta pela facilidade de encontrar os amigos por lá.

E o que você tem a ver com isso?

Se de um lado está o Snapchat, e de outro o Instagram, no meio está você, eu e todo mundo. Os verdadeiros “juizes” que determinarão qual ferramenta de rede social irá permanecer popular e ativa por mais tempo. Vale lembrar que redes sociais na Internet são constituídas de representações dos atores sociais e de suas conexões (Recuero, 2009).

E você, já testou ambas? Qual gosta mais? Segue o meu perfil nos dois (@diegopir2 e @diego.vindi no instagram e snapchat respectivamente) e os perfis da vindi (@vindi2i para as duas plataformas).

Não se esqueça de registrar seu comentário aí em baixo e compartilhar esse post 😉

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