Donald Trump: o REPUBLICRATA e os empreendedores brasileiros!

São 5 da manhã do dia 09/11, meu alarme toca, hora de acordar para treinar jiu-jitsu!

Meio sonolento ainda, começo a me atualizar dos fatos em aplicativos de notícias e entre 10 notícias, 10 eram sobre o mesmo assunto. Donald Trump havia atingindo o número mágico de 270 delegados e estava eleito presidente do país mais poderoso do mundo!

Confesso que fiquei meio assustado com o peso das notícias que pregavam um pouco do fim do mundo com a confirmação da eleição dele. “Terceira Guerra Mundial” !!! Que bad vibe!

Antes de fazer meus apontamentos sobre o que acho que vai acontecer para os empreendedores brasileiros, gostaria de primeiro afirmar: não sou especialista em política externa, sou curioso, é bem diferente. Talvez alguns pontos passem batidos, mas acredito que qualquer opinião é melhor que nenhuma opinião.

Logo, se eu estiver errado em algum ponto, vamos debater e que você me convença com os seus argumentos.

Fiz uma compilação de notícias e fatos para poder fazer alguns apontamentos, vamos a eles para poder definir se teremos ou não uma bad vibe, mesmo depois da posse do Topete (Terno, lembra do filme?) de um milhão (sendo humilde) de dólares.

Protecionismo?

O partido de TRUMP, o republicano, tradicionalmente é mais alinhado ao liberalismo, no entanto, o Roberto Justus falsificado, em campanha apresentou propostas protecionistas como a do discurso que ele realizou no Estado de Michigan durante sua campanha ainda no primeiro semestre de 2016, no qual ele ameaçou a FORD que se eles fechassem a indústria naquele Estado e abrissem no México, ceifando os empregos estadunidenses, todo carro que viesse da FORD importado do México seria taxado em 35% .

Vale reforçar que ele falou a mesma coisa para a APPLE que possui produção na CHINA, ou traz de volta essas fábricas da China para os EUA ou elas terão problemas.

Certo? Nem tanto, vamos avaliar o momento político em campanha, promete o que pode fazer e o que não pode. Ele conseguiu os votos desse cinturão industrial com esse argumento, mas acho muito difícil ele conseguir implementar. Sendo assim, o desejo protecionista em defesa da economia e dos empregos estadunidenses é claro nesse discurso.

Para ver o texto original onde encontrei a informação é só clicar aqui.

Dessa forma, meus amigos empreendedores latinos, a política externa do Trump tende a estabelecer condições comerciais mais difíceis àquelas empresas brasileiras que realizam comércio com eles, já que tende a ser mais intervencionista em prol dos empregos estadunidenses.

Os EUA possuem o maior fluxo comercial com o Brasil, depois da CHINA. Na década de 90 que o Brasil era mais “dependente” quando pediu empréstimos do FMI, depois se tornou mais independente na política externa com o acúmulo de reservas internacionais, e assim ocorreu um certo distanciamento comercial e econômico. Apesar de ter rolado alguns acordos de cooperação recente em infraestrutura e tecnologia, o que observo é que o problema do TRUMP não é tanto com o Brasil, mas sim com o México, logo, suas decisões devem impactar o Brasil de forma indireta, talvez até uma marola. Veja mais aqui nesse link.

Vale ressaltar que uma série de outros acordos foram estabelecidos entre os 2 países, alguns ligados a aviação, outros ao setor agrícola e ao setor da tecnologia da informação e comunicação. Bacana que eu vi aqui nesse site que eles assinaram até um “Memorando de Entendimento para a Promoção do Crescimento da Micro, Pequena e Média Empresa”, percebi no que li desse memorando são as intenções para fomento e apoio do empreendedorismo entre esses países.

Com TRUMP no poder o setor exportador brasileiro – que por incrível que pareça, exporta em sua maioria produtos manufaturados com alto valor agregado, diferentemente dos produtos exportados para a China, que são em sua maioria commodities – tende causar grandes problemas para o nosso empresariado exportador. Mas eu acredito que pouca coisa irá mudar.

Minha preocupação decorre da continuidade desses projetos e acordos bilaterais. E essa é justa, já que a maioria dos locais que consultei, para não falar todos, apontam que o TRUMP é imprevisível. Logo, ninguém sabe se as palavras ditas em campanha serão postas em práticas, ou foram apenas eleitoreiras.

Pelo que eu estou vendo, o BRASIL e Estados Unidos são aqueles amigos distantes, que se falam e bebem junto, mas não sabem muito bem como a família está, se o cara ainda é casado com a mesma mulher. Aqueles afastamentos circunstanciais que ocorrem eventualmente, mas que quando volta a proximidade, ou a amizade acaba ou ela se aprofunda, ou permanece a mesma.

Se fosse para apostar, acho que a posse do Trump não irá causar grande problemas para o Brasil e seus empreendedores, o problema dele é doméstico, talvez essa relação bilateral continue sendo aquela de amigos de bola que se encontram , discutem , comemoram juntos e depois vão para casa sem mais nenhum tipo de aprofundamento na relação.

Talvez não seja essa total bad vibe como os analistas nos alarmam. Enfim, apenas um ponto de vista.

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